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SABER
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Vaso ou Bandeja:
Um bom recipiente para bonsai deve
possuir uma boa drenagem. Quanto maior forem os buracos de drenagem
melhores serão os recipientes, pois além de drenar a água, esses
buracos têm também a importante função de oxigenação da terra e
respiração das raízes. Um recipiente não deve possuir zonas de
retenção de água, pois estas apodrecem as raízes; a parte interna do
vaso ou bandeja também deve ser lisa (natural) e com pezinhos para manter
o mesmo suspenso, evitando assim o seu contato com a superfície lisa, que
pode fechar os orifícios de drenagem e respiração das plantas.
Solo:
Areia grossa: Grãos de 1 a 3 mm de
espessura.
Pedrisco:
Grãos de 4 a 10 mm de
espessura.
Argila granulada:
Grãos de 2 a 6 mm de espessura.
Terra granulada:
Grãos de 2 a 6 mm de espessura.
Húmus de minhoca:
Só para floríferas
e frutíferas.
Porcentagem relacionada ao volume de
mistura:
50% de areia grossa + 50% de terra granulada
60% de areia grossa + 40% de terra granulada
Floríferas e frutíferas
pode acrescentar 10% de húmus.
Para coníferas,
pode substituir a terra
por argila.
Pode-se substituir até 50% de areia, por pedrisco.
Fícus:
os fícus gostam de terra orgânica,
porém com drenagem extremamente boa. Para incentivar o seu crescimento
devemos regá-lo com água morna e nunca gelada ou fria. Ele se reproduz por
estacas, devendo ser colocado no fundo do vaso 50% de terra até 1/3 do espaço,
completando com a mesma quantidade de areia grossa sem nenhum adubo e sem
aplicação de enraizador. Para obter uma boa floração devemos evitar
o excesso de nitrogênio. Dois meses antes da floração o melhor é
evitar qualquer adubo com porcentagens de nitrogênio superior a 4. Só
deverão ser desfolhados durante o verão, exatamente no mês de janeiro.
O benefício que a arte do bonsai
traz para as pessoas: Como toda arte,
quando bem praticada, o bonsai também leva o ser humano ao
auto-conhecimento, à interiorização, à observação do pensamento e à
observação do todo. Os que praticam esta arte aprendem a conhecer sua
mente e como estão dirigindo seu pensamento. Nosso objetivo é exatamente
viver no presente, mas o pensamento só acontece no futuro ou no passado.
A prática de uma atividade é acompanhada do pensamento porque você
está completamente concentrado naquele momento. Mas quando você passa a
observar seu pensamento, ele se torna passado ("eu
devia ter eliminado este galho...") ou
futuro ("ficará melhor se eu
inclinar este tronco..."). A
harmonia também é muito importante para a prática do bonsai. Antes de
começar a manusear uma planta, pessoas nervosas ou tensas precisam
corrigir a postura e respirar corretamente. Desenhar a planta, no papel,
também ajuda. Aí, sim, estarão automaticamente em harmonia consigo
mesmas e com a natureza, prontas para iniciar o seu bonsai.
Prunus serrulata (É a árvore símbolo do Japão) Nome popular: Cerejeira ornamental. Família: Rosáceas (Rosaceae). Característica da planta: árvore. Origem: Ásia e Japão. Folhas: caducas, formato oval, alcançando até 10 centímetros. Cultivo: pode ser cultivada como bonsai; gosta de clima ameno, solo arenoso e rico em matéria orgânica; regas freqüentes, 1 vez por quinzena, quando não chover; sol pleno; necessita de podas anuais de renovação e de galhos secos. Grau de dificuldade: muito rústica, quase não dá trabalho. Adubação / fertilizantes: adube pelo menos uma vez por ano com farinha de osso, farinha de peixe ou torta de algodão, fosforita, superfosfato, termofosfato ou NPK rico em P.
Azaléia rododendro. Nome popular: Azaléia. Família: Ericáceas (Ericaceae). Característica da planta: arbusto. Origem: Ásia e Japão. Folhas: sempre verdes, mas particularmente decorativas e de formato lanceolado, alcançando até 3 centímetros. Cultivo: pode ser cultivada como bonsai; gosta de clima ameno, solo arenoso e rico em matéria orgânica (bem ácido); regas freqüentes, de 2 a 3 vezes por semana nos meses quentes, e 1 vez por semana nas época frias; sol pleno em locais de clima frio, meia-sombra em regiões mais quentes; necessita de podas anuais de renovação. Grau de dificuldade: muito rústica, quase não dá trabalho. Adubação / fertilizantes: adube pelo menos uma vez por ano com farinha de osso, farinha de peixe ou torta de algodão, fosforita, superfosfato, termofosfato ou NPK rico em P.
Estilos:
dentre os estilos de bonsai, existem
aqueles formados por várias árvores, dando a impressão de árvores à
beira da estrada, bosque ou floresta. O Yosê-Ue,
é um
bosque com mais de nove árvores. Existe também bosques com apenas
nove árvore, conhecido por Kyu-Hon-Yosê;
com sete, Nana-Hon-Yosê;
com cinco, Go-Hon-Yosê;
e com três, San-Bon-Yosê;
sempre em número
ímpar.
O bosque é feito com plantas da mesma espécie, ou de espécies
diferentes mas aparentadas, plantadas em bandeja rasa. As árvores maiores
devem ficar na frente e deve-se evitar que duas plantas com a mesma altura
fiquem juntas. Isso dará a noção de perspectiva, além de produzir um
contraste especial.
Acer
palmatum:
nome popular: Ácer.
Família: Aceráceas (Aceraceae). Característica da planta:
árvore. Origem: Ásia e Japão. Folhas: caducas, mas particularmente
decorativas, e formato com recortes irregulares, alcançando até 12
centíme- tros. Cultivo: pode ser cultivada como bonsai; gosta de
clima ameno, solo arenoso e rico em matéria orgânica; regas freqüentes nos
primeiros meses após o
plantio, e 1 vez por quinzena quando não chover; método de propagação
por semeadura; época apropriada no verão (dez, jan e fev); sol
pleno, poda somente de condução nos primeiros meses após o plantio.
Grau de dificuldade: muito rústica, quase não dá trabalho. Adubação /
fertilizantes: Adube pelo menos uma vez por ano com torta de mamona,
farinha de peixe ou de sangue, Salitre-do-Chile, uréia, nitrocálcio ou NPK rico em
N.
Aroeira:
nomes populares: aroeira-vermelha, aroeira-mansa e aroeira-precoce.
Família anacardiáceas (Anacardiaceae). Características da planta:
árvore. Origem: América do Sul, Brasil e Paraguai. Flores: agrupadas em
cachos, floresce no verão, e sua cor é amarela. Frutos:
particularmente decorativo, e de inverno. Folhas: sempre-verdes, formato
pinada, dividida em muitos folíolos, alcançando até 17
centímetros. Cultivo: pode ser cultivada como bonsai; gosta de
clima ameno, solo argiloso (barrento), regas nos primeiros meses após o
plantio, e 1 vez por quinzena quando não chover; método de propagação
por estaquia de galho, época apropriada no verão (dez, jan e fev); sol
pleno, poda somente de condução nos primeiros meses após o plantio.
Grau de dificuldade: muito rústica, quase não dá trabalho. Adubação /
fertilizantes: Adube pelo menos uma vez por ano com cinzas de madeira,
farinha de peixe ou torta de mamona. Cloreto de potássio, nitrato de
potássio, sulfato de potássio, ou NPK rico em K.
OBS: Devido a presença de uma substância chamada tanino, a infusão da
casca da aroeira é usada no curtimento de couros e fortalecimento de
redes de pesca.
Replantio: uma vez que o bonsai cresce em vasos pequenos, seu replantio é necessário para fornecer terra fresca à planta. Conforme ele cresce, vai desenvolvendo mais e mais raízes, que se emaranham dentro do vaso, e até apodrecem. No replantio, você pode desembaraçar e reduzir o número de raízes e também podem ser repostos os nutrientes naturais perdidos com a terra antiga. Com o tempo, também, ocorre alguma perda de terra. No replantio, a quantidade exata de terra pode ser recolocada. E é uma boa oportunidade para verificar se há proporcionalidade entre o que está abaixo do solo e acima dele, ou seja, raízes e parte aérea da planta. O replantio dá ao bonsai terra fresca, adequadamente preparada, que faz funcionar melhor o metabolismo da planta.
Irrigação: a falta de água, aliada a temperaturas altas, faz as raízes capilares (raízes finas que alimentam as plantas) murcharem e morrerem. E nem adianta muito fazer irrigações de emergência. A penetração do ar na terra seca tende a reduzir sua eficiência. Resultado: morte de mais raízes e, não raras vezes, do próprio bonsai. A recíproca também é verdadeira: excesso de água entope os vasos capilares da planta ou, na melhor das hipóteses, apressa o indesejável crescimento dos bonsai. O bonsai deve ser regado antes que o solo da superfície seque completamente. Basta regar pelo menos uma vez por dia, exceto no verão que devemos regar duas vezes, uma pela manhã e a outra no final da tarde. Sempre antes do pôr-do-sol, para dar tempo da planta secar.
Adubação: a melhor época é a do crescimento da planta, que vai do final da primavera até o final do verão. O ideal seria fazer uma adubação completa, bem forte, durante a primavera e o verão. Chegando ao final do verão, pára-se com esse processo. Se você mora numa área onde pode haver geada, onde os invernos são rigorosos, é interessante que no final do verão se aumente a fertilização da planta com potássio, porque ele fortalece os tecidos das raízes. E com raízes mais fortes, a planta pode agüentar a geada ou o frio mais intenso.
Mudas colhidas na natureza:
as mudas colhidas na natureza são denominadas yamadori.
Essas mudas de árvores, quando transformadas em bonsai, são chamadas yamadori-shitate.
O cultivo de bonsai desse tipo dará muito prazer a você, assim como será
uma lembrança constante dos seus passeios. Além disso, este método
requer menos tempo para obtenção dos resultados finais. Outra vantagem
do método yamadori
é que você tem a oportunidade de ver as árvores-mães, o que lhe dará
uma idéia melhor da forma a dar ao seu bonsai.
Estilos: dentre os estilos de bonsai, existem aqueles
formados por várias árvores, dando a impressão de árvores à beira da
estrada, bosque ou floresta. O Yosê-Ue, é um bosque com mais de
nove árvores. Existe também bosques com apenas nove árvore,
conhecido por Kyu-Hon-Yosê; com sete,
Nana-Hon-Yosê; com cinco,
Go-Hon-Yosê; e com três,
San-Bon-Yosê; sempre em número ímpar.
O bosque é feito com plantas da mesma espécie, ou de espécies
diferentes mas aparentadas, plantadas em bandeja rasa. As árvores maiores
devem ficar na frente e deve-se evitar que duas plantas com a mesma altura
fiquem juntas. Isso dará a noção de perspectiva, além de produzir um
contraste especial.
Alporque: processo de multiplicação vegetativa para obtenção de
mudas em tamanho grande, retirada de plantas já adultas.
Como fazer: escolher o galho da planta que vai se transformar em muda,
fazer um anel no pé do galho retirando a casca com mais ou menos 3cm de
largura, conforme a grossura do galho, pegar uma quantidade de musgo (póxaxim)
que envolva o local por completo do anel. Misturar uma colher das de café
do pó (hormônio vegetal enraizador), para cada meio litro de musgo.
Colocar em um plástico, umedecer bem e colocar no local. Envolver e vedar
bem para não evaporar a umidade. Em 60 dias, retirar o plástico, cortar
o galho antes do alporque e plantar no local definitivo juntamente com o
musgo usado para enraizamento.
Pré bonsai: recebe este nome
por possuir qualidade específica, tais como folhas, frutos e flores de tamanhos
reduzidos e se enquadram perfeitamente às técnicas desta arte. Já recebeu várias
podas básicas de condução, no intuito de, num futuro próximo, dar origem a
novos bonsai. Lembrete: um bonsai nunca é igual a outro.
Mudas
Pode se obter também mudas por semeadura, para que se acompanhe todas as fases
de desenvolvimento e crescimento da planta, adaptando-a à miniaturização
desde o início, só que este processo é lento e demorado.